Pensar é necessário mas pensar demais é doentio

O prazer de acordar todas as manhãs se esconde pela névoa que cobre o horizonte matutino.

O sentimento de saber onde está e que está no caminho certo parece uma utopia.

Viver parece um quebra cabeça faltando peças. Um labirinto sem saída nem sentido. Uma estrada interrompida, um lugar nenhum.

Pensar sobre a vida pela primeira vez é isso. Encontrar-se perdido e sem um caminho pré traçado a caminhar. É se ver sem mapas nem GPS em alto mar. É velejar ao sabor do vento. Pensar sobre a vida dói. É um sentimento de vazio que nos acoberta, dúvidas por todos os lados, muitos temores e incertezas. A mente nos leva a caminhos inseguros e somos tomados por tantas incertezas. Assim, nossa mente alimenta nosso medo e nossa ansiedade.

Olhamos para as pessoas de fé e pulso firme; elas parecem saber para onde vão, será? Ou será que vão apenas em vão? Não sabemos o que se passa na cabeça delas.

Viver a vida sem refletir nos parece, a princípio, a fórmula para a felicidade. Apenas vivemos sem nos preocuparmos com muita coisa. Mas aí paramos para pensar e logo vem o pesadelo e os medos: caem sobre nós todas as incertezas da vida. Como era boa a vida quando eu era tola!

Quando eu era tola eu não parava pra pensar na magnitude do universo. Não me questionava quem sou eu e o que faço aqui. Viver os prazeres é todo o que importa a um tolo. Que saudade eu tenho de ser assim, alienada.

Mas agora eu me questiono tudo e nada faz sentido. E ai eu me pergunto: será que o feliz na verdade é um tolo que com qualquer coisa se satisfaz? Os sábios dizem que devemos nos contentar com pouco, que devemos viver a intensidade do momento; nos dizem que é preciso escutar lá dentro aquela inspiração que nos fala mansamente. A verdadeira felicidade advém dos momentos, dos nossos pensamentos. A verdadeira felicidade está em viver cada momento, sem deixar que nossa mente roube nossa essência.

Acho que dá pra ser feliz e se questionar sobre a vida sim. Porque na verdade a felicidade do tolo é passageira. É só naquele momento, mas depois as questões da vida aparecem, e ai? Não da pra ser bobo a vida toda. O questionamento é tão importante, pensar sobre a vida pode doer; nossas perguntas podem parecer malucas demais, as vezes passa coisa por nossas cabeças que era melhor deixar pra lá. Será?

Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente. – Confúcio

Não adianta. Um dia teremos que nos questionar. Precisamos buscar a sabedoria. É preciso encarar de frente nossos questionamentos. Mas também precisamos admitir que nossa mente não é capaz de entender a maioria das nossas perguntas.

É preciso que o discípulo da sabedoria tenha o coração grande e corajoso. O fardo é pesado e a viagem longa. – Confúcio

A verdade é que o conhecimento é doloroso.

Pensar atentamente sobre os detalhes da vida.

Pensar. Pensar sobre tudo.

E então, deixar de pensar. Para enfim obter respostas que minha mente não pode me dar.

Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela. – Albert Einstein

Depois de muito pensar, percebi que a maior arte é deixar de pensar para viver.

Penso, logo existo. Deixo de pensar, logo vivo.

Ás vezes eu penso para constatar que eu existo, mas ultimamente tenho dado valor a viver.

Não que eu tenha desprezado o pensar. O olhar crítico sobre tudo nos faz viver melhor. Mas pensar demais pode nos levar a um abismo. Quando eu sei o que penso e me direciono eu comando minha mente. Quando penso, penso demais e as coisas saem do meu controle a mente me usa e eu deixo de viver. Eu vivo quando estou no controle. Quando minha mente controla, tudo fica sem graça e parece sem sentido. É preciso pensar. Mas pensar conscientemente, estando no controle. E nas horas certas. Há momentos que a fluidez da vida não é um pensamento, mas um momento. Precisamos pensar, mas não podemos nos afogar em nossos pensamentos, muitas vezes neuróticos e sem controle.

Advertisements

Sua FELICIDADE merece prioridade

“Talvez a pedra mais preciosa, que devemos colocar em nossa jarra em primeiro lugar, seja a felicidade interior. Quando não temos felicidade dentro de nós, não temos felicidade para dar aos outros. Então por que tantos de nós não damos prioridade à felicidade, deixando-a sempre para o final? Ou mesmo para depois do final. ” (do livro Antes que o dia acabe, seja feliz! – Ajahn Brahm)

Por que colocamos nossa felicidade tão distante de nós? Por que abrimos mão dela tão frequentemente? Deixamos a felicidade de lado quando pensamos só em trabalho e resultados materiais.

É a famosa história do garoto que, ainda adolescente, deixou de sair com os amigos e jogar futebol para estudar para os exames escolares. Depois, entrou na faculdade e passou a ter que se empenhar ainda mais nos estudos, e menos em seu prazer. Quando se formou disse que apenas seria feliz quando tivesse dinheiro para comprar o carro que queria. Quando comprou o carro ainda não podia ser feliz, pois precisava comprar a casa, e assim foi indo… Disse que só seria feliz quando se aposentasse. Ele morreu sem ter experimentado a felicidade.

Para as pessoas que só serão felizes quando conseguirem algo, a felicidade nunca chegará, ela sempre será um sonho no futuro, fora de alcance. Os desejos podem não ter fim, contentamento é o único momento em que você tem o suficiente.

Liberte-se da eterna necessidade que os desejos lhe impõem. A felicidade é algo que está no presente, em viver o momento aqui e agora e nada além disso. É preciso aceitar a vida como ela é. Sem ficar criando condições para a felicidade. “Quando eu tiver um bom emprego.” “Quando eu estiver morando em Londres.” “Quando eu conhecer a pessoa ideal”. A felicidade está a seu alcance. O mundo quer nos ver insatisfeitos, porque a insatisfação traz muitos lucros para as empresas. Querem nos vender autoestima e uma aparente felicidade. Mas a verdadeira felicidade jamais poderá ser comprada. A felicidade é um estado de espírito que deve ser conquistado. 

“A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos.” Arthur Schopenhauer

Ajude sem esperar nada em troca

“Com todas as ações ou doações que visam alguma forma de retribuição, o que se ganha é uma sorte ou recompensa limitada, ou seja, um dia expira. Com as atitudes de não-ação, sem apego ou doação sem visar alguma forma de retorno, o que se ganha é uma sorte ou recompensa ilimitada ou incalculável.” (Trecho do livro: “O Sutra do Diamante e O Sutra do Carma, psicografado por Fofo-Sutsun)

Temos a tendência a pensar assim: “vou fazer uma festa e chamar os amigos, pois quando eles fizerem também vão me chamar.” ou “vou ajudar aquele parente que está em dificuldade, para que, assim, quando eu estiver necessitado, ele me ajude.” Mas calma. O amor verdadeiro, o amor cristão não é despretensioso? O amor deve ser capaz de auxiliar sem esperar nada em troca. Nada mesmo. Pura doação.

A generosidade não depende da gratidão do próximo. O coração generoso doa mas não espera nem mesmo um “muito obrigado”. Chega de lamentação porque o outro não te agradeceu ou te tratou mal mesmo depois de você ter ajudado. A verdadeira generosidade é gratuita. O amor verdadeiro deve ser gratuito e desprendido. Doe como se estivesse doando a Deus, seja seu tempo, seu dinheiro ou suas palavras.

Parece tão natural de nós esperarmos algo em troca sempre. Saiba: a gratuidade é a marca do coração de quem serve a Deus. Se damos com generosidade nada precisamos em troca, afinal, já temos tudo: o amor. Difícil praticar esse conceito? Pois é, por isso estamos nessa vida material, para aprender e aperfeiçoar o espírito ainda teimoso que somos.

O QUE ACONTECE APÓS A MORTE?

Há uma questão recorrente na vida dos seres humanos: o que há após a morte? Muitos acreditam que os espíritos estão em contínuo contato conosco e já escreveram inúmeras obras sobre o pós morte. Outros acreditam que adormeceremos até o dia do Juízo Final. Há também aqueles que acreditam que a morte encerra a vida, portanto, não há nada depois.

Desde tempos remotos tentamos decifrar esse enigma, queremos saber o que realmente acontece. Cada povo construiu suas próprias crenças e ritos funerários. Cada um , à sua maneira, tenta encontrar sua própria compreensão do Universo. Atualmente, é fácil perceber que nos submetemos facilmente à construção materialista da realidade: ficamos cada vez mais distantes de nossa dimensão cósmica, cada vez mais duvidamos de nossa dimensão espiritual. Essa tendência materialista nos distancia de nossa essência e assim só iremos percebê-la quando já não estivermos tão inebriados pela matéria, ou seja, quando partimos dela.

O momento do desencarne é justamente esse: depara-se com a verdadeira vida, com o lado espiritual. Pode ser um choque, pode ser uma libertação. O grau de sofrimento dependerá da consciência do espírito. Pense que naquele momento nada mais que aqui foi construído importará. Ninguém levará poder, status, nem dinheiro. Depois do jogo, a dama e o peão voltarão à mesma caixa. E aí? Será que estamos todos preparados a abrir mão de tudo e viver só aquilo que é invisível aos olhos?

Saber de nosso lado espiritual é essencial. Mas pensar obsessivamente na morte é doentio. Devemos nos importar mais com nossa vida aqui e agora. É mais importante nos concentrarmos na nossa realidade momentânea, mas sempre visando nossa dimensão espiritual. Ir vivendo no mundo sem ser completamente do mundo.

Aos que interessam em aprofundar no assunto sugiro essa página: http://www.spiritualresearchfoundation.org/portuguese/vida-apos-a-morte

VEGETARIANISMO: a alimentação saudável

“Um estudo recente conduzido entre 50.000 vegetarianos, revelou, claramente, que a taxa de incidência de câncer é surpreendentemente baixa.”

“Uma das maiores razões científicas para ser vegetariano hoje é o risco cada vez maior de endurecimento das artérias e de ataque cardíaco pelo uso de gorduras animais.”

Trechos do livro: Vegetarianismo: A Alimentação Saudável

Recentemente assisti um documentário na Netflix que me inspirou a escrever sobre isso, segue abaixo link do trailer, recomendo muito que vejam, o documentário é todo pautado em pesquisas científicas e é surpreendente:

Nesse documentário, pesquisas feitas com inúmeras pessoas em diversos países concluem a mesma coisa: ataques cardíacos e câncer estão diretamente ligado ao consumo de alimentos animais.

Produtos de origem animal causam ataque cardíaco e câncer: A indústria farmacêutica movimenta bilhões e nós somos reféns dela. Mas até quando? Quanto menos nos custaria alimentar apropriadamente? E ainda, de quanta dor seriamos poupados? Pense sobre isso.

No documentário, mostra-se casos reais de pessoas que estavam tomando inúmeros remédios por dia, mas com a simples mudança de dieta melhoraram e não precisaram mais de tantos comprimidos. A dieta é a mais natural possível, baseada em grãos integrais e vegetais.

Por que precisamos de carne? A verdade é que não precisamos. Se você pesquisar verá quantas pessoas são saudáveis se alimentando adequadamente sem nada de origem animal. Muitas delas são atletas de alta performance, e o fato de não comerem carne em nada as prejudica.

A mídia nos tornou escravos das carnes em massa, dos restaurantes de fast-food, nos fizeram escravos das proteínas da carne. Não precisamos dessa proteína para sobreviver. Nem precisamos de tanta proteína quanto você pensa. Parar de comer carne é algo muito mais ligado ao ego do que ao corpo em si. Come-se a carne pelo gosto, pelo prazer, não pela nutrição.

Produtos de origem animal causa sofrimento aos animais (e muito!): Se não bastasse citar os malefícios da carne à nossa saúde, ainda temos que considerar o sofrimento animal. Vacas, porcos, frangos, etc são criados de forma a engordar, comendo ração transgênica, vivendo em condições desnecessárias. Depois, vem o abate. O animal sofre muito nessa hora! Inclusive, o sabor da carne varia de acordo com o abate, o medo do animal na hora da morte libera uma substância que,dizem os adores de carne, deixa a carne mais saborosa.

E se você pensa que vacas, frangos, porcos etc. foram feitos para serem comidas você provavelmente nunca teve contato próximo com uma vaca para saber como elas são amorosas. Só não são popularmente de estimação devido ao tamanho, pois podem ser muito dóceis. Veja o vídeo dessa vaquinha:

Elas podem amar e mostrar afeto assim como seu cachorrinho faz!

Produtos de origem animal causam problemas ambientais: Sabia que uma área equivalente ao tamanho da Califórnia foi desmatada na Amazônia só para servir de pasto? Isso só nos últimos 3 anos. Sabia que o gás (metano) emitido pelo gado é um grande contribuinte do efeito estufa e é 21 vezes mais prejudicial que o gás carbônico? E outro fato ainda mais chocante: se a área usada para pasto fosse usada para plantação NÃO HAVERIA FOME NO MUNDO? Ou ainda, se a área ocupada para cultivar grãos para o gado fosse destinada ao consumo humano NÃO HAVERIA FOME NO MUNDO?

Pois é, e isso é só o começo de tudo. Se virmos mais de perto encontraremos mais razões para sermos vegetarianos.

Take your time. Ser carnívoro não é crime, e se isso te faz tão bem, ok. Só quis passar umas informações para reflexão 😉

A VIDA É SÓ ISSO MESMO?

“A vida é como um sonho,  como uma bolha d’água, um enganador, de uma existência curta. Porém, é uma forma para o aprimoramento da nossa existência, a alma. O mundo espiritual é o lugar verdadeiro onde todos nós devemos e temos de alcançar após uma estada aqui na Terra, pois o qual é o verdadeiro convívio.” (trecho extraído do livro: TEN-TAO – Uma Análise Simples do Ten-Tao)

Se por um momento refletíssemos sobre o verdadeiro motivo de estarmos aqui, muitas de nossas preocupações seriam descartadas. Se ao menos tivéssemos conhecimento de quão breve é nossa vida em relação ao Universo, tomaríamos um jeito de viver melhor, de aproveitar a vida.

Ainda jovens somos obrigados a entrar numa escola, para sermos educados por um método pedagógico tão falho quanto os humanos. Muito já são tolhidos desde o início, na pré-escola. Quanta imaginação e criatividade desperdiçadas em prol de entrar em moldes pré formados pela sociedade. Depois, segue-se o ritual da vida de forma inconsciente e até mesmo mecânica: entra-se na faculdade, forma-se num ofício, geralmente dedica-se a ter uma família, aposenta-se, e depois, já idoso, sente-se um fardo para a sociedade: ai sim, muitos, porém não todos, buscam uma ajuda espiritual, busca um conhecimento maior. E se arrependem por não ter vivido tais princípios antes.

Quando acordaremos para algo maior? Até quando viveremos bitolados em ideias impostas? Quando começaremos a questionar o que nos ensinam? Não recomendo a ninguém que saia professando uma religião por fé cega, é preciso questionar. É o elemento mais precioso da vida. É o que pode nos tirar dessa bolha d’água. Só através do questionamento íntimo é que poderemos trilhar um caminho além dessa realidade enganadora, só assim poderemos ser quem realmente somos.

Se ao menos soubéssemos quanto sofrimento é poupado àquele que vive além dos moldes terrenos. Quanto fardo a menos carrega a pessoa que usa a Terra como um meio de aprendizado, mas não como um fim em si. Pense sobre isso!