Violência, uma epidemia?

 

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Jean-Paul Sartre

 

Viver em um mundo onde a violência fosse zero sempre foi uma utopia pueril. Trabalhamos e trabalhamos para depois, ao procurarmos algum lazer, nos encontrarmos em uma jaula, cercados por receios e aflições, onde nosso maior predador é de nossa própria espécie, tememos os lobos selvagens que procuram famintos por alimentos materialistas. Como as nuvens do céu, a violência também assume diferentes formas com o tempo. Por vezes, são disfarçadas e chegam até parecer legais, por outras, trazem a tempestade que devasta. Quando, enfim, teremos o céu limpo?

Países de economia frágil enfrentam mais arduamente a violência, seus valores sociais, desigualdade social, mal funcionamento dos mecanismos de controle, dentre outros fatores, contribuem para um perceptível aumento nos casos violentos em relação a outros países com um maior desenvolvimento. Outro fator que contribui, de acordo com a FAO – Fundo da Organização das Nações Unidas para Agricultura, é a crise alimentar. Isso indica que a violência tem raízes mais profundas, como a fome, por exemplo.

Culturalmente, fomos, majoritariamente, condicionados a aceitarmos a violência. Não raro, podemos observar o pai influenciando seu pequeno filho a praticar atos violentos, seja com os colegas da escola ou até mesmo com jogos, cujos mesmo tendo as crianças como publico alvo ainda apresentam fortes traços violentos. Somos criados em uma sociedade onde tudo tememos, porém, tudo aceitamos. Vivemos crentes de que tais ações são normais.

Atos violentos sempre tiveram presentes na espécie homo sapiens, é inegavelmente humano. Por mais que atualmente podemos observar atos epidêmicos, eles não começaram hoje, eles perduram até hoje porque foram socialmente aceitos. Trazemos ainda instintivamente esse caráter bárbaro, a grande diferença é que agora, como seres humanos melhores estruturados, deveríamos julgar de maneira mais sensata o que deve ser aceito e como combater o mal pela raiz.

Provavelmente, o céu limpo de nuvens ainda esteja longe de ser concretizado, afinal elas estão aqui desde que o mundo é mundo. Porém, não devemos deixar que elas dominem nossas vidas, conforme o humano vai se depurando vai encontrando mais razão em seus atos. E talvez, após tantas tempestades, o arco-íris venha nos acalentar.

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