A Grandeza de ser Pequeno

O mundo contemporâneo nos induz a sermos melhores a cada momento. Superar nossos adversários, ou até mesmo nossos amigos é sinal de grandeza. A demanda pela busca incessante e eterna pela “perfeição” exige demasiadamente dos humanos, lhes exige um grande nível de estima e auto confiança. Porém, o excesso de auto estima nos leva a pensar apenas em nosso próprio mundo, criando, de tal forma, uma cultura narcisista, que exclui a grandeza e as divergências do mundo. Como disse Lao Tse, um filosofo chinês, autor das obras fundamentais do taoísmo: “O homem sábio rejeita o sucesso, rejeita a prodigalidade, rejeita a grandeza.”

Nós estamos vivendo em um mundo onde a disputa é acirrada, as pessoas pensam menos em religião ou espiritualidade, hábitos saudáveis ou atitudes compreensivas, e partem para o radicalismo quando o assunto é superar o próximo. Sentir-se o vencedor é muito importante, eleva a auto estima e nos faz sentir melhores, é instintivo. Mas, uma auto estima elevada é prejudicial? O problema está no que você faz para consegui-la ou mantê-la. Agir apenas de forma instintiva é muito primitivo, tornar-se verdadeiramente humano é um desafio.

Muitas pessoas precisam se sentir o número um em todos os aspectos para estarem bem. Um desempenho regular, então sua auto estima abaixa e para resgata-la, humanos tendem a pensar que são melhores do que são, e a terem os outros piores do que são. Nesse ponto surge o narcisismo,  que para a psiquiatria é um desvio psicológico que caracteriza a denominada “paixão por si mesmo”. O termo provém de um conto mitológico no qual Narciso, um jovem que rejeitou a ninfa Eco, recebeu como punição a paixão por si mesmo, incapaz de levar a paixão, suicidou-se. De acordo com Sigmund Freud, psicanalista primordial, todos nascemos com um fator narcisista, porém, se isso se agravar se tornará exclusivamente prejudicial.

Sábias foram as palavras de Lao Tse, que em suas passagens explicita a irrelevância da vontade de grandeza, evidenciando os benefícios de uma vida sem excessos, porque essa constante busca pela imponderável vitória toma apenas um rumo, a infelicidade.

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